terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pobres pagam mais impostos que os ricos no Brasil.




Elite brasileira costuma reclamar dos impostos, mas estudo internacional revela que os ricos do Brasil pagam bem menos tributos do que se imagina, enquanto os pobres são os que mais contribuem para custear os serviços públicos do país.

É um sistema feito para poucos entenderem. Difícil na forma, mas simples no resultado: na prática, os ricos pagam proporcionalmente menos que os pobres.  A saber:

1.       No Brasil, os impostos diretos, como o IPI(Imposto sobre Produtos Industrializados) e o ICMS(Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal), representam quase metade do total da carga tributária. Como se sabe, esses impostos incidem sobre os gastos da população na aquisição de bens e serviços, independentemente do nível de renda de quem os adquire. Pobres, ricos ou classe média pagam rigorosamente a mesma alíquota(percentual com que um tributo incide sobre o valor de algo tributado) para pagar o fogão e a geladeira. Mas o Leão devora a fração maior das rendas menores.

2.       Já o Imposto de Renda contribui com modestos 20% – ou um pouco menos – para a formação da carga tributária total. E de maneira inversamente democrática. Há estimativas que sugerem o seguinte: enquanto os que ganham até dois salários mínimos recolhem ao Tesouro quase 54% da renda, aqueles que recebem acima de 30 salários mínimos contribuem com menos de 29%.

3.       O imposto sobre fortunas, previsto na Constituição de 1988, jamais foi regulamentado.

4.       Por causa das remessas de dinheiro para refúgios fiscais.

5.       Empresários ficaram isentos de pagar imposto sobre lucros e dividendos distribuídos, pela lei 9.249, de 26 de dezembro de 1995, sancionada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

*A maior carga tributária é a da cachaça, que é 82%, por ser considerada um item supérfluo, assim como acontece com artigos de luxo e eletrônicos.

Infelizmente o Brasil está entre os 30 países com pior retorno à população em função do bem- estar e retorno em serviços.




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